Mutirão do Diabético de Itabuna é destaque em congresso da ANAD

O Dr. Rafael Andrade, coordenador do Centro Avançado em Retina de Vítreo do Hospital de Olhos Beira Rio, em Itabuna, participou do 21º. Congresso Multidisciplinar em Diabetes, realizado de 28 a 31 de julho, em São Paulo. O evento, promovido pela Associação Nacional de Atenção ao Diabetes- ANAD, com o apoio da Federação Nacional de Associações e Entidades de Diabetes reuniu especialistas em oftalmologia de todo o país e o Dr. Rafael foi convidado pela direção da ANAD para realizar uma aula-palestra sobre “Diabetes e Olho”.

Durante a apresentação, o médico itabunense também fez uma explanação sobre o Mutirão do Diabético de Itabuna, considerado um dos principais eventos de prevenção e tratamento da doença em todo o mundo, que este ano acontece no dia 26 novembro, com ações multidisciplinares, que envolvem olhos, pés e rins dos portadores de diabetes e orientações a cerca de 10 mil pessoas na Cidade do Diabetes.

“Agradeço o convite a ANAD e ao seu presidente Dr. Fadlo Fraige e ao Dr. Paulo Henrique Morales, dois grandes líderes no combate ao diabetes no Brasil e parceiros no Mutirão Do Diabético pela oportunidade de mostrar o trabalho desenvolvido em Itabuna, que já está sendo levado para outras cidades brasileiras”, disse o Dr. Rafael Andrade.

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Coisas que Você Precisa Saber Sobre Diabetes

O diabetes se caracteriza pela deficiência de produção e/ou de ação da insulina. O diabetes tipo 1 é resultante da destruição autoimune das células produtoras de insulina. O diagnóstico desse tipo de diabetes acontece, em geral, durante a infância e a adolescência, mas pode também ocorrer em outras faixas etárias.

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Já no diabetes tipo 2, o pâncreas produz insulina, mas há incapacidade de absorção das células musculares e adiposas. Esse tipo de diabetes é mais comum em pessoas com mais de 40 anos, acima do peso, sedentárias, sem hábitos saudáveis de alimentação, mas também pode ocorrer em jovens.

Confira 10 coisas que você precisa saber sobre os dois tipos mais comuns de diabetes:

1. No tratamento do diabetes, o ideal é que a glicose fique entre 70 e 100mg/dL. A partir de 100mg/dL em jejum ou 140mg/dL duas horas após as refeições, considera-se hiperglicemia e, abaixo de 70mg/dL, hipoglicemia. Se a glicose permanecer alta demais por muito tempo, haverá mais possibilidade de complicações de curto e longo prazo. A hipoglicemia pode causar sintomas indesejáveis e com complicações que merecem atenção.

2. Tanto insulina, quanto medicação oral podem ser usadas para o tratamento do diabetes. A insulina é sempre usada no tratamento de pacientes com diabetes tipo 1, mas também pode ser usada em diabetes gestacional e diabetes tipo 2 (quando o pâncreas começa a não produzir mais insulina em quantidade suficiente). A medicação oral é usada no tratamento de diabetes tipo 2 e, dependendo do princípio ativo, tem o papel de diminuir a resistência à insulina ou de estimular o pâncreas a produzir mais desse hormônio.

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Diabetes: saiba como manter a saúde e levar uma vida normal

Paciente não precisa fazer restrições alimentares, contanto que saiba como consumir cada alimento.

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Quem tem diabetes sabe que deve ter uma rotina controlada, voltada ao monitoramento do açúcar no sangue e que essa é uma atitude que não pode ser negligenciada. Por isso, é preciso saber o que comer no dia a dia e em momentos como festas, trabalho, escola ou durante a atividade física. E, claro, informar às pessoas que convivem nesses ambientes sociais que você é diabético, para que elas também possam colaborar com a sua saúde.

Não há necessidade de fazer restrições alimentares, contanto que os alimentos sejam consumidos de modo apropriado e com atenção à liberação de açúcar no sangue, o que facilita o monitoramento. Em geral, os de baixo índice glicêmico (que promovem uma digestão lenta e liberam o açúcar no sangue aos poucos) são os mais indicados. Veja o que pode ser consumido em cada situação, para uma convivência social tranquila:

Em festas

Procure dar uma volta na mesa ou sonde o cardápio previamente para identificar as opções mais saudáveis, recomenda o endocrinologista Mateus Dornelles Severo, da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). Escolha um sanduíche natural, água ou refrigerante zero, por exemplo.

Segundo o especialista, na falta dessas opções dá até para comer uma coxinha, tomar uma cerveja ou uma taça de vinho, desde que se faça a contagem de carboidratos e o ajuste da dose de insulina. "E o álcool numa quantidade adequada até pode beneficiar os níveis de glicemia. Mas antes de beber, é bom ter o aval do seu médico. Estudos têm demonstrado que o vinho tinto (uma taça pequena de até 150 ml) seria o mais indicado. E a cerveja menos processada (as artesanais), as mais saudáveis, devido à presença de polifenóis, benéficos por serem antioxidantes. Mas fuja dos doces, por elevar rapidamente a quantidade de açúcar no sangue", diz Mateus.

No trabalho

Quem faz uso de insulina, tem horário para fazer lanches e para aplicar a medicação. "O lanche ideal é aquele que não eleva rapidamente a glicose. Tem que ser prático, fácil de fazer e transportar, e deve ser o mais natural possível", conta Mateus. Boas opções são frutas como maçã e pera (com baixo IG), banana e o abacate (que protege o diabético de complicações vasculares, por terem gorduras boas, as monoinsaturadas).

Sanduíches com pão integral também são uma boa opção, sempre se certificando que a farinha presente em maior quantidade na composição do produto é essa e não a branca. Acompanhado de um mix de oleaginosas (castanhas) ou um iogurte desnatado, também são boas pedidas.

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Tratamento para diabetes: como a fisioterapia ajuda a controlar e prevenir os impactos da doença

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Diabetes é um fardo pesado para o doente, para o sistema de saúde e a sociedade. Pesquisas apontam que, na próxima década, as taxas da doença aumentarão, contudo, ela pode ser prevenida, cuidada e controlada, ou ainda ter o risco diminuído por meio de várias intervenções de saúde e estilo de vida, incluindo a fisioterapia.

Os fisioterapeutas serão capazes de administrar o tratamento para diabetes do tipo 2. Esses mesmos profissionais poderão aconselhar os pacientes sobre exercícios apropriados e eficazes, condicionamento físico e uma vida ativa e saudável.

Curiosidades sobre o diabetes:

– Mais de 217.000 pessoas vivem com diabetes – ou 1 em cada 20 indivíduos;

– Diabetes é duas vezes mais comum entre a população indígena;

– Os adultos com diabetes visitam os médicos ou especialistas 2 a 3 vezes mais frequentemente do que os não-diabéticos. Eles também estão 2 vezes mais propensos a ter um ataque cardíaco e 3 vezes mais predispostos a um acidente vascular cerebral do que os não-diabéticos;

– A atividade física consiste em um tratamento para diabetes, fundamental para prevenir e conduzir o tipo 2 da doença. Trinta minutos de exercícios moderados por dia e uma redução de 5 a 7% do peso corporal reduzem o risco de diabetes tipo 2 em 58% (e em 71% para aqueles com mais de 60 anos de idade);

– Os benefícios da atividade física em pacientes em tratamento para diabetes tipo 2 inclui um melhor controle glicêmico, redução de complicações cardiovasculares e uma diminuição de 30 a 50% em mortalidade;

– Programas supervisionados de atividade física são mais eficazes do que um aconselhamento geral sobre o exercício, a prática em casa ou treinos de flexibilidade;

– Complicações, incluindo a doença cardiovascular, obesidade, dores articulares, neuropatias, lesões na pele e amputação, apresentam obstáculos à atividade física regular.

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