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Quanto as crianças precisam saber sobre a sua diabetes?

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Primeiro, eles precisam saber que não é culpa deles que eles têm diabetes, nada que poderia ser feito teria evitado isso. Eles precisam saber que, com a ajuda de vocês, seus provedores de cuidados de saúde, eles podem gerir a sua diabetes e viver uma vida saudável e ativa. O tratamento depende da idade do seu filho e maturidade. Algumas crianças podem aprender a medir e injetar sua própria insulina pelo início da adolescência. Mas é recomendável que os pais e professores compartilhem a responsabilidade com os filhos para injeções de insulina até a puberdade é longo, geralmente por meio da adolescência. Cada criança é diferente em sua capacidade de lidar com as demandas de diabetes, mas todas as crianças precisam e merecem a ajuda dos pais e apoiar bem na adolescência.

ALIMENTOS ALÉM DO BEM E DO MAL

doces

É muito comum encontrar na imprensa reportagens que ora dizem que um determinado alimento faz bem, ora que faz mal. Mesmo com acesso às informações e aos resultados de pesquisas, a população acaba com mais dúvidas do que certezas. Conforme reportagem publicada na revista Época, em março, quanto mais a imprensa divulga notícias sobre uma dieta saudável, menos as pessoas sabem o que pôr no prato.

Segundo a Época, até os anos 80 as pessoas tiravam suas dúvidas apenas com seus médicos. Com o aumento do volume de informações sobre ciência e saúde em jornais, revistas, internet e na TV, estes meios se firmaram como referência para os que procuram informações sobre saúde.

Os alimentos podem aparecer como benéficos ou vilões a cada pesquisa divulgada. Em que informações as pessoas com diabetes podem confiar? O que gera essa confusão? Para esclarecer algumas dúvidas e desfazer mitos, conversamos com Anelena Soccal Seyffarth, membro do Departamento de Nutrição da SBD e nutricionista da Secretaria Estadual de Saúde-DF.

O primeiro ponto destacado por Anelena é que nenhum alimento sozinho faz milagre. Cada um tem suas qualidades e a harmonia entre eles, ou seja, o consumo de quantidades certas de cada um, preserva a saúde e protege contra doenças.

- É comum os leigos acharem que uma ação positiva do alimento em relação a alguma doença é a solução, quando na verdade esta característica, para se manifestar, depende de outras condições também favoráveis. Assim surgem os mitos: a qualidade do alimento é confundida com a "salvação" ou "cura". O contrário também acontece, ou seja, um alimento é rotulado como ruim apesar da sua composição nutritiva.

Mudanças que ajudam a conviver bem com o diabetes

Valorizar os hábitos saudáveis favorece o controle da doença.

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O diabetes já afeta cerca de 246 milhões de pessoas em todo o mundo. No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, mais de 6 milhões de pessoas sofrem com a doença , sem contar os que desconhecem possuir a doença. O problema pode trazer perda ou aumento de peso, é fator de risco para problemas cardiovasculares e, nos casos mais graves, provocar falência de órgãos (rins, olhos) e até a morte. Apesar dos perigos, é completamente controlável.

No entanto, apesar de ser uma doença crônica, é possível conviver bem com o diabetes - basta que o paciente tenha hábitos saudáveis e siga corretamente as indicações médicas. "Os riscos mais graves do diabetes, como perda total da visão, amputação e falência renal ocorrem em pacientes que não tiveram tratamento adequado", de acordo com o endocrinologista Josivan Lima, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia - SBEM. A seguir, veja as mudanças que melhoram a vida de quem tem diabetes.

Invista no cardápio certo

"Os pacientes diabéticos devem evitar os açúcares simples (presentes nos doces e carboidratos simples, como massas e pães), pois são absorvidos muito rapidamente, levando a picos de glicemia e, consequentemente, complicações a médio e longo prazo", de acordo com o endocrinologista Josivan Lima. Uma boa dica é beber bastante água, que ajuda a remover o excesso de glicose no sangue, que será eliminado pela urina.

Quando um alimento tem o índice glicêmico baixo, ele retarda a absorção da glicose. Mas, quando o índice é alto, esta absorção é rápida e acelera o aumento das taxas de glicose no sangue. Os carboidratos não são proibidos, mas existem recomendações dietéticas. "Uma ingestão diária de 50 a 60% de carboidratos usualmente é suficiente, preferindo-se os carboidratos complexos (castanhas, nozes, grãos integrais) que serão absorvidos mais lentamente, evitando picos de glicemia", diz Josivan.

Os diabéticos também podem sofrer de baixas de glicose no sangue, a hipoglicemia. Quinze minutos após ingerir algum alimento açucarado, cheque se a quantidade de glicose no seu sangue está normal.

Diga não ao sedentarismo

A atividade física é essencial no tratamento do diabetes para manter os níveis de açúcar no sangue controlados e afastar os riscos de ganho de peso. "A prática de exercícios deve ser realizadas de três a cinco vezes na semana. Há restrição nos casos de hipoglicemia, de modo que pacientes não devem iniciar atividade física com a glicemia muito baixa, sob o risco de baixar ainda mais os níveis. Da mesma forma, deve-se evitar atividade física quando o diabetes está descontrolado, com glicemia muito elevadas. Nestes casos, a liberação de hormônios contra-reguladores pode aumentar mais ainda a glicemia", diz Josivan. Os pacientes devem privilegiar atividades físicas leves, pois quando o gasto calórico é maior do que a reposição de nutrientes após o treino pode haver a hipoglicemia.

Diabetes e hipertensão: Cuidados para quem convive com as duas doenças

Dupla pede atenção redobrada com a dieta e uso de medicamentos.

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Se você tem uma, é melhor ficar atento à outra. Apesar de serem doenças diferentes, a hipertensão e o diabetes frequentemente caminham lado a lado, pedindo mais cuidados durante o tratamento. De acordo com a pesquisa VIGITEL 2011, realizada pelo Ministério da Saúde, aproximadamente 22,7% da população brasileira é diagnosticada com hipertensão e 5,6% possui diabetes, entre os tipos 1 e 2. Estima-se que cerca de metade da população com diabetes também sofre de hipertensão, precisando de acompanhamento médico para as duas doenças. Você se encontra nesse grupo ou conhece alguém que se encaixa? Veja o que os especialistas dizem sobre diabetes com hipertensão conjunta e tire as duas dúvidas:

Uma pessoa com diabetes tem mais chances de desenvolver hipertensão?

Sim. "Existem alguns fatores de risco em comum entre diabetes do tipo 2 e a hipertensão arterial, como obesidade, sedentarismo e má alimentação", explica o cardiologista Heno Lope, do Departamento de Hipertensão da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Além disso, o paciente com diabetes tem uma maior propensão a desenvolver problemas renais, e isso compromete a eliminação de substâncias pela urina, como o sal e a água. "O aumento de sal e água na circulação está relacionado com o aumento da pressão arterial, levando à hipertensão", completa.

Outro problema recorrente em pacientes com diabetes é a oxidação dos vasos sanguíneos com mais rapidez do que o normal, devido ao excesso de açúcar no sangue. "A oxidação dos vasos é o primeiro degrau para essa artéria começar a se entupir com gorduras e colesterol ruim, aumentando a pressão arterial e trazendo outros riscos, como infarto e AVC", explica o nutrólogo Roberto Navarro, da Associação Brasileira de Nutrologia.

Mas o contrário também pode acontecer, ou seja, a hipertensão pode ser um fator de risco importante para o surgimento de diabetes tipo 2, justamente porque as causas de ambas as doenças são intimamente relacionadas, e aquilo que levou ao surgimento da pressão alta pode ocasionar o diabetes. Inclusive, o Ministério da Saúde aponta a hipertensão como fator de risco para o diabetes e vice-versa. Portanto, se você possui uma dessas complicações, é importante ficar atento para a incidência da outra.

Cidade Azul: Mutirão do Diabético de Itabuna é referência mundial

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Em sua 11ª edição, o Mutirão do Diabético de Itabuna, realizado no sábado (21), consolidou o município como a Cidade Azul. Foram cerca de 35 mil procedimentos, entre exames médicos no HOBR e ações de orientação e prevenção na Cidade do Diabetes (Praça Rio Cachoeira), com a participação de profissionais de saúde de Itabuna e outros estados brasileiros e cerca de mil voluntários. Uma das novidades de 2015 foi a realização do Diabetes Kids, um espaço exclusivo para as crianças, com atividades de lazer e exames para detecção precoce do diabetes.

Apontado como um exemplo que pode ser aplicado em vários países, o projeto do Mutirão do Diabético de Itabuna, promovido pelo Hospital de Olhos Beira Rio e Associação dos Diabéticos de Itabuna, será apresentado num congresso internacional sobre diabetes, que acontece em dezembro no Canadá. De acordo com o Dr Rubens Belfort Jr., presidente da Academia Brasileira de Oftalmologia e Vice-presidente da Academia Nacional de Medicina "o mutirão enfoca uma doença que é a causa mais frequente de cegueira, amputações e mortes e é um exemplo de como a comunidade pode se unir em torno de um programa de saúde efetivo, esse mutirão em Itabuna é um exemplo para o país todo e já está sendo levado a outras cidades do Brasil".